quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Capítulo 2 - Os Espaços-Tempo

 


Os Espaços-Tempo



O mais difícil é fazer uma ordenação dos assuntos para que você possa entender a nossa ideia.

Dessa maneira teremos que propor algumas afirmações já contidas na bíblia sagrada, as quais explicaremos no próprio capítulo ou em capítulos seguintes, quando essas afirmações poderão ser constatadas ou em outras palavras: confirmadas.

De que forma poderão ser confirmadas?

Utilizaremos de lógica matemática, de ciência física, de equacionamentos para as ideias contidas nos textos bíblicos e mediante essas formulações, observaremos se confirmam as ideias da bíblia sagrada.


Em busca de uma certeza maior para as questões, usaremos mais que um livro da bíblia, contendo o mesmo assunto e conferindo os resultados obtidos nas propostas matemáticas, e se as aferições destas propostas estiverem corretas para um texto bíblico, estarão também corretas para todos os outros textos semelhantes.

Então perceberão que o elemento constatador de uma afirmação bíblica deverá ser matemático.

Sendo a matemática difícil para algumas pessoas, faremos uma explicação a mais simples possível para o assunto em questão e além dessa explicação simples e geral, faremos as explicações matemáticas para as pessoas com o desejo mais apurado de aferição.

Dessa forma teremos sempre uma explicação geral baseada na linguagem do texto bíblico e outra na explicação matemática do texto bíblico.

Essa é a nossa proposição.

Assim para iniciarmos, vamos começar nosso entendimento da vida oculta pelo primeiro livro da bíblia sagrada, o livro do Gênesis.


O foco do nosso estudo é a compreensão dos espaços-tempo em que a terra esteve ou possivelmente esteve, em períodos passados, assim será a base da nossa interpretação para o texto do livro do Gênesis.

Algumas questões eu preciso propor aos leitores para entenderem de que forma visualizamos os textos bíblicos.


A bíblia possui cerca de 6.000 anos para a nossa civilização é o que entendemos pelo que nela está escrito. Em poucas palavras, de Adão (o primeiro ser humano na terra) até Jesus Cristo são cerca de 4.000 anos passados, de Jesus Cristo para cá são mais 2.024 anos. Neste ano redigo as linhas deste livro.

Houve um período na terra que as pessoas viviam longamente para a nossa ideia atual. Matusalém viveu 969 anos e hoje se atinge um máximo de 120 anos ou pouco mais. Tem sempre um ser humano que consegue escapulir ao destino da maioria de uma vida mais curta. A média atual está entre 70 a 80 anos e o Salmo 90 no livro de Salmos, na bíblia sagrada aponta para essa média mesmo.


A primeira questão que não entendemos é justamente porque essa idade do ser humano foi tão longa naquele tempo inicial da humanidade.

Por causa dessa idade maior do ser humano, vem uma sequência de perguntas: Como era o corpo desse ser humano? Qual era o clima da terra naquele período de tempo? Eram os dias e as noites idênticos aos de hoje? O corpo humano tinha mais resistência? Por que vivia tantos anos? E muito mais perguntas poderiam serem feitas ao olhar científico.

A única forma simples de obter uma resposta é equacionar matematicamente as proposições da bíblia. Ela a matemática, pelos números coincidentes poderá aferir a informação, a coerência da informação, porém não teremos uma comprovação física, pois a respeito do passado longínquo da terra, as informações orgânicas se perderam na poeira do tempo, restando algumas comprovações geológicas e astronômicas, mas quase todas sem comprovação maior do que uma proposta cósmica.


Nesse primeiro livro da bíblia temos esses primeiros tempos, pelas idades patriarcais dos homens que viveram naquele período de 2.000 anos iniciais da terra. Mas mesmo assim, temos aqui um detalhe muito importante. A questão da quantificação do tempo.

A ciência informa que o nosso universo possui 13.7 bilhões de anos e que a terra possui 4.54 bilhões de anos. Esse tempo de 4,54 bilhões de anos, em nossa ótica humana, discorda frontalmente da informação contida na bíblia sagrada. A bíblia informa a casa de 6.000 anos.


E agora? Quem tem razão? A filosofia existencialista ateísta aponta para a ciência e nossa filosofia existencialista cristã aponta para crermos na informação da bíblia.

Imediatamente nos lembramos que Einstein apontou a existência de espaços-tempo com relógios diferenciados para o mesmo evento, quando apresenta a teoria da relatividade e confirma a lei de Lorentz, da contração dos corpos e do tempo, para altíssimas velocidades e explica que essa contração, só será possível por causa da contração do espaço-tempo.


As idades mencionadas no livro do Gênesis se referirão ao relógio do nosso Criador? Então os anos ali mencionados estão na ótica do espaço-tempo do nosso Criador?

A bíblia sagrada trata de uma época muito longínqua, quando aponta os dias de criação da terra e do universo, quando aponta seis dias para a criação de todas as coisas. Após a criação do ser humano que ocorreu no sexto dia, o Criador descansa no sétimo dia.


A primeira criação foi a do céu e da terra. A partir da criação do céu e da terra, começou um espaço-tempo da criação que durou até a saída de Adão do Paraíso, quando este se retira do Jardim do Éden e quando começa a sua existência na terra.


A nossa suposição é de que Adão viveu 930 anos, e viveu num outro espaço-tempo diferente do atual, espaço-tempo que inicia em Adão e vai até José do Egito, o qual viveu 110 anos de idade. De José do Egito aos dias de hoje temos portanto um outro espaço-tempo que é o espaço-tempo atual. E antes da criação teremos o próprio espaço-tempo do nosso próprio Criador.

Ordenando os pensamentos matemáticos, teremos o primeiro espaço-tempo do nosso próprio Criador, que chamaremos de Espaço do Criador, o segundo espaço-tempo desde o momento da criação até a saída de Adão do Paraíso, que chamaremos de Espaço do Paraíso, o terceiro espaço-tempo da época de Adão até José do Egito, que chamaremos de Espaço dos Antigos e finalmente o quarto espaço-tempo de José do Egito até os dias atuais que chamaremos de Espaço de Hoje.

Mesmo assim o Espaço dos Antigos pode ser subdividido em outras partes por conta da indicação de variação radical dessas idades num período de aproximadamente 2.000 anos, em que a idade variou de 969 anos para 110 anos.


Dessa forma esses espaços-tempo variaram numa forma matemática desde a saída de Adão do Paraíso até os dias de José, restando-nos descobrir uma forma de equacionar esses tempos, para aferirmos aquela idade da ciência, que informou estar na casa de 4,54 bilhões de anos para a idade da terra.

Se conseguirmos quantificar os tempos bíblicos, relacioná-los numa equação e calculá-los, eles deverão estar coincidentes com a idade da terra fornecidos pela ciência conforme mencionamos.


E para isso precisamos apurar de maneira organizada, localizando nos textos bíblicos do livro do Gênesis, a quantidade de anos ali informados, para cada espaço-tempo anteriormente mencionado.

Depois da quantificação bíblica desses espaços-tempo por nós definidos, vem a grande questão. Como poderemos equacionar esses quantitativos? E será o que faremos então nos capítulos adiantes.

Mas, antes de adentrarmos nessa quantificação, e no equacionamento dessas quantificações de tempo, será interessante também que conheçamos o nosso próprio universo, pelo menos do ponto de vista introdutório desta matéria.





VIAGEM PARA O CÉU por ANTONIO FERNANDES MAMEDE

é licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0

 

Capítulo 3 - Astronomia e o Universo

 

Astronomia e o Universo


Para entender o universo, a astronomia estuda tudo o que está além da nossa atmosfera, estudando as estrelas e os fenômenos que ocorrem nelas.


Detalhando os estudos aos quais a astronomia se dedica, podemos dizer também que ela estuda os diferentes corpos e objetos solares que compõem o universo, com destaque, por exemplo, para estrelas, luas, aglomerados estelares, planetas, meteoritos, asteroides, galáxias e nebulosas.


A astronomia, em outra definição, investiga, por exemplo, a estrutura do universo e de cada corpo celeste que faz parte dele, suas origens e desenvolvimento, a interação entre eles e os fenômenos que eles causam. Dessa forma, a astronomia depende de outras disciplinas para entender o cosmos, como a física, a matemática, a química, a meteorologia e a biologia.


A astronomia, portanto, estuda a origem do universo, o surgimento dos planetas, o cálculo das distâncias astronômicas, a idade e a composição química dos corpos celestes, o sistema solar, a Via Láctea, outras galáxias e os fenômenos a elas associados, exoplanetas e outros corpos fora do sistema solar, o nascimento e a morte das estrelas, o meio interestelar, a origem e a evolução dos buracos negros.


Assim, a astronomia hoje é dividida em astrobiologia, astrofísica, astrometria, astroquímica, astronomia estelar, astronomia planetária, astronomia galáctica e finalmente cosmologia.


A partir desses estudos astronômicos, sabemos que o universo tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos.

Esse tempo é baseado no nosso tempo, onde 1 ano tem 365 dias e cada dia tem 24 horas. Um dia também é o tempo que a Terra leva para girar em torno de seu eixo, dando uma volta completa.


Esses 13,7 bilhões de anos representam o tempo que a luz viajou desde o evento “Big Bang” para chegar aos dias atuais na Terra. Em termos absolutos, podemos dizer que a luz teve que passar todo esse tempo viajando pelo espaço até a Terra desde a explosão inicial.


A Terra pertence a um grupo de planetas, satélites e outros corpos celestes que estão sob a influência gravitacional do Sol, formando assim o grupo chamado sistema solar.


Este sistema solar está localizado dentro de uma galáxia chamada “Via Láctea”. Para entender melhor o tamanho desta galáxia, vamos imaginar que a Via Láctea tenha mais de 100 bilhões de estrelas e que o sistema solar seja visto como um pequeno ponto que passa praticamente despercebido na imensa luz difusa e esbranquiçada da galáxia.


Na vasta extensão do universo, a Via Láctea tem seus vizinhos mais próximos, outras 49 galáxias, cada uma contendo bilhões de estrelas. Este grupo de 50 galáxias ao qual a Via Láctea pertence é chamado de Aglomerado Local de galáxias em astronomia. Neste grupo de 50 galáxias, a Via Láctea faz parte das duas maiores galáxias deste Aglomerado Local.

No universo, temos inúmeros Aglomerados Locais e estes, formando conjuntos com outros Aglomerados Locais vizinhos, constituem os Superaglomerados Locais de Aglomerados Locais.

Por sua vez, continuando o mapa estelar, o universo é composto por inúmeros Superaglomerados Locais.


Você consegue entender a magnitude do que estamos falando? É muito grande, imenso, misterioso e nos faltam palavras para descrevê-lo. Se pudéssemos viajar pelo espaço na velocidade da luz, por exemplo, e sem pensar no tempo que leva para fazer essa viagem, precisaríamos de um sistema de navegação espetacular para tal empreitada, pois sem tal sistema, nos perderíamos na vastidão do espaço e não saberíamos como retornar ao nosso ponto de partida.

Agora que conhecemos nosso universo, em uma descrição sintética dos arranjos das galáxias, passemos à quantificação dos tempos bíblicos sugerida no capítulo 2.








Capítulo 4 - Espaço do Paraíso



Espaço do Paraíso



O segundo espaço-tempo que definimos como o espaço-tempo que se inicia na criação do céu e da terra e que dura até o momento da expulsão de Adão do Paraíso, se baseou nos textos da tradução da bíblia sagrada cristã classificada como Almeida Corrigida e Fiel, capítulos 1, 2 e 3 do livro do Gênesis. Portanto copiamos os três primeiros capítulos da bíblia, bem compactados, para servirem ao leitor de consulta e dessa forma não precisarem abrir uma bíblia ao mesmo tempo.


Gênesis 1

1 No princípio criou Deus o céu e a terra. 2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz. 4 E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. 5 E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. 6 E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi. 8 E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 9 E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. 10 E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom. 11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. 12 E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro. 14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. 15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. 16 E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. 17 E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, 18 E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto. 20 E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. 21 E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. 24 E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. 25 E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. 27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. 29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. 30 E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi. 31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Gênesis 2

1 Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. 2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. 4 Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, 5 E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. 6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. 7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. 8 E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. 9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. 11 O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro. 12 E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica. 13 E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. 14 E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates. 15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. 16 E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. 18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. 19 Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. 20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. 21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; 22 E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. 25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

Gênesis 3

1 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? 2 E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. 4 Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 6 E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. 7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. 8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. 9 E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? 10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. 11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. 13 E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. 15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 17 E a Adão disse: Porquanto destes ouvidos à voz de tua mulher, e comestes da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. 18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. 19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. 20 E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes. 21 E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. 22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, 23 O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. 24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

Observando esses versos de 1 a 3 de Gênesis 1, percebemos que a luz foi criada após o céu e a terra. Nesse caso, este céu é um espaço vazio, ainda sem corpo celeste, pois a luz é criada somente no verso 3. A terra nesse momento está sem forma e vazia e sem vegetação, sem animais.

1 No princípio criou Deus o céu e a terra. 2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz. -


Observaremos com mais detalhes em livros adiante, que o profeta Isaías mencionou que a terra é redonda, em algumas bíblias encontraremos a terra como um globo, como um círculo ou como uma circunferência. Não há, segundo o meu ponto de vista, nenhuma incoerência de entendimento, pois inicialmente no primeiro espaço-tempo, a terra era sem forma e vazia, estava sob as leis físicas daquele espaço-tempo, e somente mais tarde é que Adão é retirado daquele espaço-tempo.


Veremos que essas definições diferentes, mas análogas entre si, possuem um mesmo embasamento matemático, as quais veremos nos capítulos vindouros e entenderemos perfeitamente o porque dessa proposta de Isaías.

Ao ser lançado para fora do Paraíso, a terra foi lançada com Adão também. Nesse momento a terra é projetada para a Via Láctea, onde permanece até os dias de hoje, passando por várias espaços-tempo diferentes.


A forma da terra portanto que não existia antes, agora na galáxia dependerá de imensas forças gravitacionais para se estabilizar e imagino que todo o nosso sistema solar acompanhou a trajetória da terra nesse lançamento cósmico do Criador, de um espaço-tempo para outro, passando por velocidades diferentes até ao ponto que estamos hoje.

A volumetria da terra nesse segundo espaço-tempo era sem forma definida, ao adentrar na Via Láctea e perder velocidade na adaptação ao novo posicionamento, ela se expande e devido as rotações de seus movimentos se torna esférica, num globo como conhecemos hoje.

O físico Lorentz imaginou um objeto se movendo a altíssima velocidade – ordem de grandeza próxima a velocidade da luz - imaginou um observador também em movimento em outra velocidade, vendo esse mesmo objeto. Esse observador vê a medida naquela direção do movimento do objeto se contrair, bem como o tempo transcorrido desse movimento.


Einstein sugestionou que na verdade, essa contração se dá na malha do espaço-tempo, onde as medidas e o tempo serão portanto menores, para os corpos se movimentando em velocidades próximas da velocidade da luz, comparado a um observador aqui na terra.


Nossa sugestão se baseou que esse segundo espaço-tempo que classificamos para o período da criação até a saída de Adão do Paraíso, estava num sistema de forças, onde a velocidade da luz é uma constante desse espaço. Esse espaço é chamado de céu na bíblia.


Adão e a terra ao saírem desse espaço-tempo, saíram da velocidade da luz para uma velocidade muito menor. Ocasionando como supomos, essa expansão de medidas observada por nosso referencial. O inverso do que ocorre na Lei de Lorentz.

Esse pensamento de que esse segundo espaço-tempo, que definimos correspondente aos textos de Gênesis 1, 2 e 3, está na velocidade da luz, se originou de deduções matemáticas que mostraremos nos capítulos adiante.

Outro detalhe muito importante é que segundo Gênesis, a terra foi criada antes que os demais corpos celestes do universo no primeiro dia da criação. Observem que as estrelas foram criadas no verso 16 e no quarto dia.



13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.16 E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.17 E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, 18 E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.

Deduzimos que a terra estava sujeita a um processo que na bíblia é chamado de eternidade, ou seja, um processo onde não há transformação da matéria, onde esta não sofre os processos da deterioração ou do envelhecimento em outras palavras.

Sendo assim o tempo transcorrido dos materiais não é notado nesse espaço-tempo, onde a velocidade da luz domina o movimento.

Dessa forma mesmo que a terra seja mais velha que a expansão do universo, - Big Bang – , ela atualmente não tem essa contagem de tempo daquele espaço-tempo inicial, então a ciência classifica como mais nova que o universo.


Ambas estão corretas, o referencial é que é diferente, ou seja, do ponto de vista de todos os espaços-tempo a terra é mais velha que o universo, mas do ponto de vista do nosso espaço-tempo atual, a terra é mais nova.

Uma vez que fizemos essas observações pertinentes a esses textos de Gênesis 1, 2 e 3, voltemos ao nosso assunto, voltemos ao foco principal que é a mensuração dos tempos transcorridos no período da saída de Adão do Paraíso para a terra no período patriarcal e que desenvolveremos no capítulo 5.










Capítulo 5 - Espaço dos Antigos



Espaço dos Antigos




Como dissemos no capítulo 4, o Espaço dos Antigos, por nossa definição, vai ser quantificado pelos tempos transcorridos desde o tempo que viveu Adão na terra, 930 anos, até o tempo de José do Egito que viveu 110 anos.


Por questões matemáticas, procurando ter um modelo prático o mais aproximado do teórico, visto serem as idades patriarcais variáveis, percebemos que devíamos subdividir esse terceiro espaço-tempo em mais partes.

A primeira subdivisão do Espaço dos Antigos, chamaremos de Espaço dos Antigos/Matusalém e compreende o período em que viveram Adão, Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jerede, Enoque e Matusalém. Este grupo de patriarcas foi escolhido pela representatividade de suas idades serem próximas entre si.


A segunda subdivisão do Espaço dos Antigos, chamaremos de Espaço dos Antigos/Noé e compreende o período em que viveram Lameque e Noé.


A terceira subdivisão do Espaço dos Antigos, chamaremos de Espaço dos Antigos/Éber e compreende o período em que viveram Sem, Arfaxade, Salá e Éber.


A quarta subdivisão do Espaço dos Antigos, chamaremos de Espaço dos Antigos/José e compreende o período em que viveram Pelegue, Reú, Serugue, Naor, Tera, Abrão, Isaque, Jacó e José do Egito.


A nossa divisão desses espaços-tempo em quatro partes se deve as seguintes razões:

O Espaço dos Antigos/Matusalém foi escolhido por razões matemáticas, objetivando uma escolha de valores que fosse representativa para o cálculo de uma média. Mas foi também ao mesmo tempo escolhido, por ser um período de tempo anterior ao dilúvio.

Esse período de 1056 anos para a idade da terra, abrange desde o primeiro dia de Adão na terra até o dia do nascimento de Noé. Apresenta uma média aritmética de 926,14 anos para o tempo de vida do ser humano. E por outro lado, numa suposição física, este período da terra certamente representa uma época em que esta tinha outras condições climáticas, biológicas e geográficas, e esta geografia não seria nada parecida com a atual.

Por questão de representatividade da média, o tempo de vida de Enoque não fez parte desse cálculo, porque Enoque viveu apenas 360 anos e este na verdade não morreu, foi levado diretamente para o céu segundo a bíblia.


O Espaço dos Antigos/Noé foi escolhido porque este período abrange uma época de transição, entre o período anterior ao dilúvio e posterior ao dilúvio, e porque a bíblia informa que Noé tinha a idade de 600 anos quando aconteceu o dilúvio, dessa forma este valor de 600 anos é o período de idade da terra escolhido para esse Terceiro espaço-tempo-Parte 2. O período anterior de 1056 anos para a idade da terra somado a este, acumula para a idade da terra, um total de 1656 anos. Nesse caso também as condições climáticas parecem que não influenciaram a biologia de Noé, porque este vive mais 350 anos após o dilúvio, como que as novas condições climáticas, biológicas não lhe afetassem. Nesse período de tempo a média aritmética de vida desses patriarcas foi de 863,5 anos.

O Espaço dos Antigos/Éber foi escolhido porque este período abrange uma época de transição para as novas condições da terra após o dilúvio. Nota-se uma variação imediata no aspecto quantitativo para as idades do ser humano, nota-se um declínio acentuado na queda desses valores. Desde Sem, filho de Noé até Éber, percebemos que este período para a terra abrange 99 anos de transcurso e apresentando para média aritmética de idade do ser humano o valor de 483,75 anos. Dessa forma a idade da terra agora acumula mais 99 anos, resultando um total acumulado de 1755 anos.


O Espaço dos Antigos/José foi escolhido porque este período abrange também uma época de transição para as condições atuais da terra. Nota-se também como no período anterior, uma variação acentuada de declínio no aspecto quantitativo, por exemplo Pelegue atinge 239 anos de idade e José do Egito atinge 110 anos de idade, bem menos que Pelegue no mesmo período da terra de 400 anos.


Desde Pelegue até José do Egito, a média aritmética de idade do ser humano atinge o valor de 185,88 anos. Dessa forma a idade da terra agora acumula mais 400 anos, resultando um total acumulado de 2155 anos.

Vale a pena fazermos uma pequena tabela resumo desses dados obtidos.

Tabela para o Espaço dos Antigos

Espaço dos      Período da Terra   Idade da terra    Idade média do 
  Antigos                                                                   Ser Humano    


Espaço dos             1056 anos           1056 anos          926,14 anos 
Antigos/
Matusalém

Espaço dos               600 anos          1656 anos          863,50 anos  
Antigos/Noé

Espaço dos                 99 anos          1755 anos          483,75 anos  
Antigos/Eber

Espaço dos               400 anos          2155 anos          185,88 anos  
Antigos/José

Tabela 001

Adão não nasceu por parto normal, num nascimento comum, pois segundo a bíblia ele foi criado no céu, no Espaço do Paraíso que definimos antes, e lá ele era eterno, a sua contagem de vida na terra só começa aqui em Gênesis capítulo 5, após o seu traslado do Paraíso.


As informações da base desses estudos de tempo desenvolvidos aqui, são provenientes dos textos da bíblia sagrada cristã, versão AFC, isto é, Almeida, Fiel e Corrigida encontrados no livro do Gênesis capítulos de 5 a 50.

Para um entendimento mais geral da nossa pesquisa para esse espaço-tempo, fizemos o seguinte gráfico de Gantt, com as idades patriarcais do livro do Gênesis.

Tive dificuldade em saber o dia do nascimento exato de José do Egito, apenas pela leitura do livro do Gênesis. De modo que avaliamos a provável data de nascimento de José do Egito e pesquisamos
além da nossa avaliação, sites na internet e encontramos desde Adão até a morte de José, a idade de 2306 anos. No nosso mapa colocamos 2307 anos com diferença apenas portanto de 1 ano entre as pesquisas. Este valor não ocasiona diferenças matemáticas nos resultados, como veremos nos desenvolvimentos matemáticos nos capítulos seguintes.




Em vermelho as barras representam o tempo até o nascimento do patriarca.

Em azul a barra representa o tempo de vida do patriarca.

Um detalhe muito interessante é notar que nenhum patriarca viveu até acontecer o dilúvio, com exceção de Noé e sua família, o que o gráfico demonstra com bastante clareza.

Outro detalhe interessante é que Lameque morre cerca de cinco anos antes do dilúvio com 770 anos e Matusalém exatamente no ano do dilúvio e já estava bem avançado na idade com 969 anos.